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quinta-feira, 16 de março de 2017

Súplica à Senhora da Paz (Miraculosa)


Nossa Senhora, Mãe de Jesus,
Dá-nos a graça da tua luz.
Virgem Maria, Divina Flor,
Dá-nos a esmola do teu amor.

Miraculosa, Rainha dos céus
Sob o teu manto tecido de luz,
Faz com que a guerra se acabe na terra
E haja, entre os homens, a paz de Jesus.

Nossa Senhora, Mãe de Jesus,
Dá-nos a graça da tua luz.
Virgem Maria, Divina Flor,
Dá-nos a esmola do teu amor.

Se em teu regaço, bendita Mãe,
Toda a amargura remédio tem,
As nossas almas pedem que vás,
Junto da guerra, fazer a paz!

Pelas crianças, flores em botão...
Pelos velhinhos sem lar nem pão..
Pelos soldados que à guerra vão...
Senhora escuta nossa oração!

Miraculosa, Rainha dos céus
Sob o teu manto tecido de luz,
Faz com que a guerra se acabe na terra
E haja, entre os homens, a paz de Jesus.

Almas no exilio da escravidao
Pedem auxilio da Tua mao
E vao de rastos por toda a parte
De olhos nos astros, a procurar-Te!

Se a Tua Graça, por onde passa
Vence a desgraça mais desgraçada,
Nesta amargura que nos tortura
Põe a doçura duma alvorada!

Miraculosa, Rainha dos céus
Sob o teu manto tecido de luz,
Faz com que a guerra se acabe na terra
E haja, entre os homens, a paz de Jesus.

Fausto Neves (musica)
Carlos de Moraes (letra)

Escrito em Maio de 1940


O original da musica está no Santuario de Fatima e foi entregue ha cerca de 30 anos por Mário Neves, filho de Fausto Neves 
 

domingo, 30 de outubro de 2011

Viva D'Espinho


Já deixamos a sardinha
Aos freguezinhos entregue,
Pois quando ela é assim fresquinha,
Vale mais do que galinha,
Não há manjar que lhe chegue

Viva d´Espinho,
Não tem rival,
Com pão e vinho
Põe a caminho
Qualquer mortal.

Córadas, frescas, redondas,
C´oas ancas a dar a dar
São bem a imagem das ondas
São bem a imagem do mar.

Basta o pregão afamado
Oh! Fresca d´Espinho viva
Para d´um e d´outro lado
Vir o povo entusiasmado
Com a “massa” respectiva.

Viva d´Espinho
Não tem rival,
Com pão e vinho
Põe a caminho
Qualquer mortal.



Canções da Beira-Mar – Fausto Neves
letra - Carlos de Moraes

(pregao da Vendedeiras de Sardinha)

domingo, 31 de julho de 2011

Saudades

Palavras fora da boca,
São pedras fora da mão.
Abençoadas pedradas
Que as tuas falas me dão!

As tuas palavras
São tão maviosas,
Que sabem a frutos
E cheiram a rosas!

Eu não compreendo a saudade
Que eternamente em mim vive...
Saudades que tem saudade
De saudades que eu já tive!...

Saudades das ondas
Que ao longe morreram...
Saudades dos beijos
Que nunca se deram.

Musica - Fausto Neves
Poesia - Carlos de Moraes
Cançoes da Beira-Mar 1931

(dedicado à sua esposa)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Vareira (Cançao de Espinho)


Minha linda vareirinha, tão vaidosa...
Quem te fez assim tão linda, minha rosa?!
Ai certamente o mar dolente sobre a areia,
Foi quem te deu toda essa graça de sereia!

Vareira...
Santa da minha fé!
- não dês ao lindo pé
...dessa maneira!

Tu dás ao pe desse jeito, para que o vejam...
E olha as ondas gostam tanto que até o beijam!
Ai certamente o mar dolente ó vareirinha,
Foi quem te deu toda essa graça de andorinha!

Vareira...
Santa da minha fé!
- não dês ao lindo pé
...dessa maneira!

Se não fora o teu encanto permanente,
Nem o mar valia tanto, certamente!
Vendo o teu corpo airoso e lindo, as próprias ondas
Sao mais coquettes, mais perfeitas, mais redondas!...

Vareira...
Santa da minha fé!
- não dês ao lindo pé
...dessa maneira!


musica - Fausto Neves
letra - Carlos de Moraes
(dedicado a Maria Fernanda Pinheiro de Morais)